A Revista CrIA é um espaço aberto de experimentação, criação e reflexão sobre as relações entre inteligência artificial, escrita, arte, linguagem e cultura.
Mais do que uma revista no sentido tradicional, a CrIA funciona como um laboratório de criação e circulação de experiências, onde textos, imagens, diálogos, experimentos e outras formas de produção podem ser apresentados junto com os seus processos de criação.
Aqui, o foco não está apenas no resultado final, mas também no percurso: como uma ideia surgiu, como humanos e inteligências artificiais interagiram, quais decisões foram tomadas, o que foi modificado, recusado ou transformado ao longo do processo.
A revista é mantida pelo pesquisador Andre Stangl, no contexto de suas investigações sobre cultura digital, educação, inteligência artificial e processos de coescrita.
A CrIA surgiu a partir de experiências desenvolvidas nos cursos de coescrita com inteligência artificial e em iniciativas realizadas em parceria com o IEL — Instituto Estação das Letras. Hoje, porém, a revista está aberta à participação de qualquer pessoa interessada.
Informações sobre os cursos – https://coexistenciacriativa.site/
✍️ O que publicamos
A CrIA acolhe diferentes formas de criação e experimentação relacionadas à inteligência artificial, à linguagem e à cultura.
- poemas, contos, crônicas e outras formas literárias;
- ensaios e reflexões;
- diálogos e experimentos com modelos de IA;
- imagens, ilustrações e produções visuais;
- música, áudio e vídeo;
- processos de coescrita e cocriação;
- experimentos híbridos e outras formas ainda difíceis de classificar.
A revista não funciona como um concurso ou uma publicação acadêmica convencional. As submissões passam por uma curadoria de adequação à proposta editorial, com interesse especial em trabalhos que contribuam para experimentar, documentar ou refletir sobre novas formas de criação na era das inteligências artificiais.
🧠 Criação e coescrita como práticas
A CrIA parte da ideia de que criar com inteligência artificial não significa simplesmente delegar uma tarefa a uma máquina.
Em muitos processos, criar com IA envolve conversar, experimentar, selecionar, recusar, editar, combinar e transformar.
A inteligência artificial pode aparecer como mediadora, provocadora, ferramenta, parceira, interlocutora ou até como uma forma de resistência que obriga quem cria a repensar suas próprias escolhas.
Cada trabalho pode revelar um arranjo diferente dessa relação.
Por isso, sempre que pertinente, procuramos registrar também informações sobre:
- o processo de criação ou cocriação;
- o papel desempenhado pela IA;
- o grau de participação da IA;
- os modelos e ferramentas utilizados;
- as impressões de quem participou do processo.
🔄 Uma revista em fluxo contínuo
A CrIA recebe contribuições em fluxo contínuo.
Não existem chamadas ou prazos gerais para submissão: os trabalhos podem ser enviados a qualquer momento.
A revista é organizada por meio de edições mensais, que reúnem as produções selecionadas e publicadas em cada período.
Esse formato permite que a CrIA permaneça aberta a novos experimentos e se transforme junto com as próprias tecnologias e práticas de criação.
🔓 Acesso e circulação
A revista é um projeto de acesso aberto e sem fins comerciais.
Como padrão, os trabalhos são disponibilizados sob a licença Creative Commons CC BY-NC-SA — Atribuição, Não Comercial, Compartilha Igual, salvo quando houver indicação específica em contrário.
A licença permite compartilhar e adaptar os conteúdos, desde que a autoria seja reconhecida, não haja uso comercial e eventuais adaptações sejam distribuídas sob a mesma licença.
A CrIA aposta na ideia de que experiências, processos criativos e conhecimentos produzidos nas relações entre humanos e máquinas devem poder circular, ser discutidos e gerar novas criações.
⚙️ Como funciona
O processo de participação foi pensado para ser simples.
Quem deseja publicar preenche um formulário com:
- a produção ou o link para acessá-la;
- uma breve apresentação do trabalho;
- uma descrição do processo de criação;
- informações sobre o uso de inteligência artificial, quando houver.
Após o envio, o material passa por uma curadoria e, se selecionado, é preparado para uma das próximas edições mensais.
As orientações completas estão disponíveis na página Como publicar.
🌐 Por que CrIA?
O nome reúne diferentes sentidos:
- Criação;
- IA — Inteligência Artificial;
- Cria como verbo: o gesto de fazer surgir alguma coisa.
A revista nasce em um momento no qual as inteligências artificiais generativas estão transformando práticas de escrita, produção de imagens, pesquisa, educação e criação cultural.
Nesse contexto, noções como autoria, originalidade, estilo, colaboração e processo criativo estão sendo continuamente interrogadas e reconfiguradas.
🧭 Uma revista em construção
A CrIA não é um projeto fechado.
Ela funciona como um laboratório vivo, que se transforma junto com as práticas de criação, as pessoas que participam e as próprias tecnologias.
Interessa-nos preservar não apenas as obras, mas também os rastros desses processos: tentativas, escolhas, descobertas, impasses, diálogos e formas inesperadas de colaboração.
Cada publicação pode ser, assim, tanto uma criação quanto o registro de um momento das transformações culturais provocadas pelas inteligências artificiais.
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